Pra Falar de História
Certa vez, lendo uma entrevista feita com Carlos Ginzburg, me identifiquei com o seu depoimento acerca de um período da vida onde ainda havia nele uma grande porosidade intelectual, que com o tempo foi preenchida. Porém, antes de ser, tudo que lia causava grande impacto na sua forma de ver o mundo. Acredito que muitos de nós estejamos passando por esse período de intenso volume de novas percepções sobre o mundo; sobre a história – se é que existe uma só, e se é que existe – e novas percepções inclusive sobre a vida, tendo que conviver com a consequência natural desse processo, que é a angustia de encontrar a verdade que habita em si e dentro de nós, uma espécie de verdade exclusiva que só quem a possui pode enxergar.
Provavelmente, um blog não vai ser o mapa da mina da verdade de cada um, mas será, certamente, um espaço para que cada um exponha como está sendo seu caminho nessa busca, como está sendo sua experiência e como lidar com ela, e o fazendo de maneira livre. Questionar ou afirmar, o que quer que seja, sem a tirania da censura e na arena aberta do debate, esse é o principal objetivo deste blog.
Esperamos, sinceramente, que os mais variados pensamentos transitem por nosso espaço, os mais díspares possíveis, para que sejam apresentados a nós, nesse intercâmbio intelectual, o maior número possível de possibilidades. Convidamos todas as concepções históricas, até mesmo as visionárias e inovadoras criadas por você na marginalidade historiográfica, e nem por isso menos importante e menos merecedora de ser visualizada, que compareçam ao nosso ambicioso blog.
Com esta apresentação, simbolizamos o tranquilo parto da nossa roda informal de discussão (que serve também para os formais). Esperamos ansiosamente a visita de alunos, professores, amantes de história que não fazem parte dos quesitos anteriores, candidatos a uma vaga no curso, bêbados errantes e etc. Todos serão igualmente lidos e serão igualmente provocados por opositores ferrenhos, salvo as poucas vezes que convergimos em alguma coisa.
Por Diego Parente e Breno Moreno
Postar um comentário